O mercado imobiliário brasileiro mostrou, em 2025, uma combinação de vigor e desafios, exigindo de investidores uma visão estratégica e uma postura cuidadosa. Neste artigo, vamos explorar o desempenho recente, a demanda crescente, os programas habitacionais, as tendências regionais, a dinâmica de oferta e os principais riscos jurídicos e financeiros. Ao final, você encontrará dicas práticas para tomar decisões fundamentadas e conscientes em seus empreendimentos.
No primeiro trimestre, o setor registrou alta de 15,7% nas vendas de imóveis, alcançando 102.485 unidades comercializadas em 221 cidades. Foram lançadas 84.924 unidades, um crescimento de 15,1% sobre 2024. Nos seis primeiros meses, foram 186.547 lançamentos e 206.903 vendas, movimentando R$ 68 bilhões.
No segundo trimestre, apesar de uma queda de 6,8% nos lançamentos, as vendas cresceram 2,6%, totalizando 102.896 imóveis e R$ 68 bilhões de receita. No acumulado de 12 meses até setembro, o país bateu recorde desde 2006, com 433 mil unidades lançadas, 418,1 mil vendidas e crescimento de 22,5% em ambos os indicadores, mesmo com o Banco Central mantendo a taxa Selic em 15%.
A intenção de compra atingiu recorde histórico de 49% na intenção dos brasileiros e chega a 58% entre alta renda. Em cidades como São Luís, 15% da população planeja comprar ou alugar nos próximos 12 meses. A escassez de estoque torna o programa Minha Casa, Minha Vida ainda mais relevante.
No primeiro semestre, as vendas pelo programa cresceram 25,8%, somando 95.483 unidades, e no segundo trimestre aumentaram 11,9%, enquanto lançamentos caíram 15%. As condições de crédito mais acessíveis e os subsídios estaduais e municipais explicam a absorção rápida: 110,5 mil unidades seriam vendidas em apenas sete meses.
O Nordeste liderou o crescimento com alta de 27,3% nas vendas, seguido pelo Norte, com 16,5%. O Índice de Demanda Imobiliária (IDI-Brasil) destacou Curitiba, Goiânia e São Paulo como mercados promissores. Balneário Camboriú segue com o metro quadrado mais caro, R$ 14.835, e valorização de 6,71% em 2025.
Mesmo com lançamentos robustos, a oferta final de imóveis do programa caiu 4,6%, chegando a 287.980 unidades disponíveis, reflexo do aumento das vendas e da redução de lançamentos fora de programas habitacionais. No primeiro semestre, a oferta recuou 4,1%, pressionando ainda mais os preços e reduzindo o prazo de escoamento.
Investir em imóveis traz retorno e segurança, mas também exige atenção a riscos legais e financeiros, que podem comprometer o seu patrimônio.
Outros problemas comuns envolvem pendências jurídicas: débitos de IPTU, desapropriações e construções não registradas. Em casos extremos, você pode enfrentar a impossibilidade de registrar a propriedade ou responder por dívidas anteriores.
Para navegar nesse cenário, siga orientações que unem estratégia e cautela:
Com essas práticas e o entendimento profundo das tendências, é possível transformar desafios em oportunidades sólidas. Esteja sempre atualizado, avalie cenários macroeconômicos e jurídicos e invista com confiança no futuro do setor imobiliário brasileiro.
Referências